Bex Intercâmbio Cultural

Portal www.maisde50.com.br 22/Mar/09 - Por Maria Fernanda Schardong

Nada de passar o resto da vida em casa, curtindo a aposentadoria, o que eles querem é viajar. Com uma situação financeira estável, filhos criados e tempo livre, o público com mais de 50 anos é o que mais busca os intercâmbios culturais, atestam as agências de viagem. Já existem pacotes exclusivos para essa faixa etária.

Conhecer um país novo, com língua e hábitos diferentes também é um grande atrativo para quem procura uma experiência como o intercâmbio. A oportunidade de adquirir novos conhecimentos é o grande diferencial. “A experiência é muito diferente de visitar um país como turista, afinal, você irá viver como um cidadão daquele país, seja com uma família anfitriã (onde irá conviver e aprender seus costumes), seja em uma residência estudantil”, explica o diretor da BEX Intercâmbio, Flávio Crusoé.

O aposentado Lacordaire Faria, 67 anos, é um dos entusiastas desse tipo de viagem. Ele passou uma temporada de quatro meses nos Estados Unidos, com o intuito de aperfeiçoar a fluência na língua inglesa. “O intercâmbio veio trazer uma melhora significativa na minha fluência do inglês, além da experiência de morar em outro país. Recomendo a todos que, assim como eu, estão sempre em busca de novos aprendizados”, diz o aposentado.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só na última década a população da terceira idade cresceu 47,8% no Brasil. Segundo Flávio Crusoé, o grande impulsionador deste mercado é a mudança de mentalidade de quem já passou dos 50.

“Antigamente, eles achavam que, ao se aposentar, a única atividade para eles seria cuidar dos netos e passar o tempo livre com amigos. Mais recentemente, eles descobriram que o tempo livre é uma grande oportunidade para viajar, estudar, praticar um esporte ou uma atividade cultural”, afirma Crusoé.

De olho nesse mercado que cresce, as agências de viagens preparam os pacotes exclusivos para a faixa etária. Geralmente, esses pacotes incluem o curso de idioma e atividades direcionadas. Nada é rígido, no entanto, garante Flávio Crusoé. “Muitos deles optam somente pelo curso de idioma e a acomodação, deixando as atividades extras como opcionais, ou até mesmo, o tempo livre para eles mesmos procurarem as atividades que mais lhes agradam na cidade", diz. Com isso, eles têm mais liberdade de escolha de destino, duração e data de início. Como eles gostam.



Voltar para notícias

Outras Notícias